quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O futuro do seu restaurante

A redução do desperdício, aliada ao uso da tecnologia, diminui custos e causa impactos ambientais positivos para os negócios do setor.


Imagem: Creative Commons

A preocupação com as questões socioambientais na oferta dos mais diversos tipos de serviços e produtos tornou-se um requisito de mercado. E isso não é diferente no setor de alimentação fora do lar

Pequenos negócios como restaurantes, food trucks, padarias, bares e franquias de fast food, pizzarias, vendedores de cachorro-quente, churrasquinhos, doces e frutas, podem incorporar, em seus produtos e serviços, práticas de gestão ambiental. 

As empresas que adotam práticas de sustentabilidade têm seus custos reduzidos porque:
  • Consomem menos água e energia.
  • Utilizam menos matéria-prima e geram menos resíduos, pela otimização do processo.
  • Reutilizam, reciclam ou vendem resíduos, quando possível.

Além de diminuir gastos, ao adotar essas práticas, as empresas posicionam seus negócios num contexto de mercado mais moderno e competitivo. Assim, seus ganhos ocorrem em duas vertentes: a dos ganhos econômicos e a dos ganhos ambientais.

Ou seja, com a incorporação de práticas sustentáveis aliadas ao uso da tecnologia, seu negócio ganha em produtividade e eficiência, reduzindo custos.

Redução do desperdício:

Da redução de desperdício de alimentos às melhorias no processo de limpeza do local, passando pela redução do consumo de energia, há muito o que pode ser feito para estruturar a sustentabilidade no empreendimento.

Uma das formas mais efetivas é usar os conceitos dos três R’s: redução, reutilização e reciclagem. 

Confira abaixo algumas orientações sobre como proceder nessas áreas.

Em alimentos e matérias-primas:
  • Evite oferecer mais de três tipos de alimentos como prato principal. Mais que isso as chances de sobras são muito grandes.
  • Planeje as compras dos alimentos privilegiando produtores locais, com um cardápio pré-definido que aproveite todos os insumos comprados e armazene os alimentos de forma adequada e organizada.
  • Invista em tecnologias de preparo que reduzam gastos. O uso de uma fritadeira elétrica, por exemplo, reduz o consumo de óleo em até 60%.
  • Reduza o desperdício de produtos de limpeza.
Em energia:
  • Reduza o consumo com o ar condicionado. Utilize modelos adequados para seu espaço e evite a instalação de condensadores em locais que recebam a luz solar.
  • Invista em equipamentos com o selo Procel de eficiência energética.
  • Otimize o uso de fornos e fogões.
  • Evite a iluminação em excesso.
  • Não sobrecarregue as instalações elétricas. 

Em consumo de água:

Imagem: Creative Commons

  • Verifique a existência de vazamentos na sua empresa.
  • Evite enxagues desnecessários na hora da limpeza.
  • Adote equipamentos e tecnologias que economizam água, como torneiras com arejadores, acionamento eletrônico ou temporizador por pressão.
  • Faça a manutenção periódica dos equipamentos que utilizam água.
  • Envolva todos os colaboradores para estimular a redução do uso de água. 
Em gestão de resíduos:
  •  Aproveite os alimentos e insumos em sua totalidade, como os talos de algumas verduras ou cascas de frutas. Não esqueça de ter como base os requisitos de higiene e segurança alimentar da Anvisa, na RDC 216.
  • Prefira embalagens ecológicas, retornáveis, econômicas, a granel ou em refil para produtos não químicos.
  • Ofereça alguma espécie de reconhecimento para os funcionários que não desperdiçam e destinam corretamente os resíduos.
  • Reuse, recicle, use materiais reciclados, incentive e promova a coleta seletiva.
  • Sensibilize os profissionais que atuam na sua empresa quanto ao tema.
Além da redução do desperdício para aumentar os lucros, o pequeno negócio da alimentação fora do lar pode investir no uso de tecnologia para tornar-se mais eficiente e lucrativo.

Desde o uso de termômetros inteligentes na cozinha, até a adoção de dispensers para aplicação de molhos e recheios ou de máquinas para abrir e fechar as massas, existem hoje no mercado diversas maneiras de evitar desperdícios e aperfeiçoar a produção.

As novidades tecnológicas para o setor se dividem em duas grandes vertentes. A primeira é a gestão interna da empresa, incluindo:
  • A gestão de reservas e de delivery.
  • A integração dos sistemas de Costumer Relationship Service (CRM) - tecnologias de gestão que oferecem as informações para que a empresa possa se focar em atender as necessidades dos clientes.
  • E até mesmo o aumento da eficiência energética. 
Em uma outra frente, as tecnologias avançam também no apoio à comercialização e à divulgação das empresas.

Internet e mobilidade:

Um caminho para as empresas que trabalham com delivery, por exemplo, é adotar o atendimento de pedidos pela internet. Cada vez mais restaurantes e lanchonetes estão aderindo aos aplicativos de celular, como Apetitar, iFood e Pedidos Já, como forma de agilizar o atendimento e oferecer mais uma opção de serviço ao cliente.

Os apps são ferramentas relativamente baratas e que podem trazer inovação não só na parte de delivery, mas também com reservas online, opiniões e avaliações, serviço de descontos, etc.

Outra fonte de divulgação com baixíssimo custo e alto índice de eficiência para o empresário são os sites e as redes sociais. Ao buscar um local para comer fora de casa, o consumidor muitas vezes busca essas informações pela internet. 

Dessa forma, é importante lembrar que, para estar à frente da concorrência, seu negócio precisa estar bem rankeado nos sistemas de busca, seja com um site bem feito ou com páginas e perfis atualizados nas redes sociais. Só assim ele irá se destacar para o consumidor na hora da busca. 

Utilizar a internet como fonte de consulta habitual sobre assuntos relativos ao setor do seu empreendimento é o caminho para descobrir o rumo à eficiência, à inovação e ao maior faturamento.


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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Restaurante holandês não tem cozinha!

Pode parecer estranho, mas é verdade! Um restaurante à beira-mar, no bairro de IJburg, em Amsterdã, na Holanda, ofereceu refeições para os seus clientes sem ter uma cozinha.

O IJburg Serveert é um restaurante pop-up que funcionou durante três dias, e ocupou um espaço em desuso no distrito, com o objetivo de reforçar a capacidade da economia do local, além de sua cultura, e é claro, das habilidades culinárias da população do distrito. O evento aconteceu no último mês, e ao invés de contar com chef de cozinha, foram recrutadas pessoas do bairro que tem como hobbie a culinária, para preparar os pratos oferecidos no restaurante. 

Imagem: Facebook IJburg Serveert

Os cozinheiros locais fizeram as refeições em suas próprias casas, e depois de prontas, foram entregues ao restaurante pop-up através de ciclistas do serviço de delivery Tring Tring. E os clientes puderam escolher pratos das cozinhas da Índia, Indonésia, da Itália, sem glúten, entre outras. IJburg tem uma grande comunidade de pessoas que cozinham por passatempo, muitos inclusive compartilham suas habilidades culinárias em sites como o shareyourmeal.

Imagem: Facebook IJburg Serveert

O projeto visou explorar novas maneiras de utilizar espaços em desuso na ilha de IJburg, além de experimentar uma nova forma de oferecer refeições sustentáveis e livres de resíduos, com a colaboração da população local.

Fontes: Disque9
               PSFK
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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Comissão obriga bares e restaurantes a oferecer água potável gratuita a clientes

Relator acatou sugestão da ONG Instituto Cuidar Jovem, de Porto Alegre

Imagem: Morguefile

A Comissão de Legislação Participativa aprovou proposta que obriga boates, shoppings, cinemas e parques temáticos a disponibilizar para seus clientes bebedouros públicos com água gelada. O texto aprovado partiu de sugestão (SUG 17/95) do Instituto Cuidar Jovem, organização não-governamental de Porto Alegre, acatado pelo relator na CLP, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).

De acordo com a proposta, que tem o objetivo de preservar a saúde dos frequentadores desses lugares, o estabelecimento que se negar a fornecer água potável fica sujeito a penas por infração ao direito do consumidor, que variam de multa a cassação da licença de funcionamento.

O relator foi favorável á proposta já que, em sua opinião, não vai causar polêmica entre donos de bares e casas noturnas. “Isso porque o comerciante hoje já está entendendo que a saúde do cliente é importante para ele. Por isso um copo d'água não vai matar ninguém e vai salvar muitas vidas”, pondera Marquezelli.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel), no entanto, é contrária à medida e ingressou na justiça contra lei estadual semelhante. O advogado da instituição, Diego Andrade, disse que a proposta fere o princípio da livre atividade econômica.

"Essa lei fere os princípios da ordem econômica, pois ela tenta impor à atividade empresarial o dever de oferecer um bem econômico, que é a água, como se ele fosse livre, ilimitado e gratuito. O comércio da água potável faz parte da atividade empresarial, de bares e restaurantes, principalmente de casas noturnas."

Tramitação
Aprovada pela CLP, a sugestão passará a tramitar como um projeto de lei, que ainda será numerado e distribuído para análise das comissões técnicas da Câmara.

Íntegra da proposta:

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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Comissão aprova cartazes em restaurantes sobre manobra de desobstrução de vias respiratórias

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga restaurantes e lanchonetes de todo o País a afixarem cartazes que ensinem os frequentadores a empregar a “manobra de Heimlich”, utilizada para desobstruir vias respiratórias.

A medida está prevista no Projeto de Lei 337/15, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB). O autor sustenta que é frequente a ocorrência de asfixia por aspiração de alimentos durante as refeições, razão pela qual ele considera importante dar publicidade à manobra de Heimlich.


Manobra de Heimlich via Wikimedia
O parecer da deputada Conceição Sampaio (PP-AM) foi favorável à proposta, com emenda prevendo penalidade para quem descumprir a obrigação. Pela emenda, a inobservância da medida sujeita o infrator às sanções administrativas previstas na Lei 6.437/77, além de poder ser punido civil e penalmente, se for o caso. 

As sanções da lei vão desde advertência e multa até suspensão de vendas de produto e cancelamento de autorização para funcionamento de empresa.

Manobra
Descrita pela primeira vez pelo médico norte-americano Henry Heimlich, em 1974, a manobra que leva seu nome consiste em exercer pressão sobre o diafragma, causando pressão expulsiva muito eficaz nas vias respiratórias.

Tramitação
O projeto ainda será analisado conclusivamente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

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